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sábado, 6 de setembro de 2014
Vettel não dá chances e bota a mão na taça
Não, você não voltou no tempo nem está em uma realidade paralela. Reproduzo um texto que fiz para outro blog sobre o GP da Itália do ano passado. Era a segunda vitória consecutiva de Vettel, numa sequência que chegaria a nove. É um registro interessante, sentir como tudo mudou em um único ano.
***
Deu sono. Vettel venceu com uma facilidade assustadora, sem correr nenhuma espécie de risco. Foi um dia que lembrou os tempos de Schumacher na Ferrari, a bem da verdade.
O único momento em que houve alguma chance de Vettel perder a corrida foi na largada. O alemão, consciente de que tinha o melhor ritmo, sabia que se terminasse a primeira volta na ponta seria o vencedor. Assim o fez: travando rodas e atacando as zebras, não deu chances aos outros. Depois, fez uma sequência de voltas rápidas, para que ninguém pudesse usar a asa-móvel contra ele. E também para mostrar que quem mandava ali era ele. Ayrton Senna fazia muito isso, e tem um número muito alto de vitórias no currículo. Alguma semelhança?
Um pouco atrás o segundo colocado era - oh - Felipe Massa, como quem diz "sim, eu ainda corro". Ganhou duas posições na largada e construiu sua corrida em cima disso. Falem o que quiser dele, mas ele vem largando muito bem esse ano, sendo o piloto com mais posições ganhas em todas as primeiras voltas de 2013. Pena que Alonso vinha atrás e, como se sabe, Fernando is faster than you. Foi pra terceiro. Depois, um pit-stop mediano da Ferrari colocou uma pá de cal nas chances de pódio do brasileiro, que perdeu uma posição para o semi-aposentado Webber. Foi sua melhor corrida em meses, porém.
Alonso fez o que podia, mas ainda assim foi pouco. Chegou a andar no mesmo ritmo de Vettel em alguns momentos, mas isso aconteceu quando já existia uma distância de uns cinco segundos entre eles. No seu caso, o que acabou com suas chances de vitórias foi uma decisão estupida - do próprio piloto - de retardar sua parada, na tentativa desesperada de buscar o líder. Claro, no fim das contas só perdeu tempo, ficando umas três voltas com um pneu bastante gasto.
Atrás, algumas brigas interessantes. Hamilton e Räikkönen tiveram problemas e foram forçados a fazer mais uma parada, tendo que se entreter fazendo corridas de recuperação e chegando em nono e 11o, respectivamente. As McLaren's, no dia em que comemoravam os 50 anos da equipe, tiveram um dia trágico, em que quase não pontuaram e levaram surra de outras equipes medianas, como Toro Rosso e Sauber.
Falando em Sauber, foi o final de semana do ano da equipe suíça. Largando em terceiro, Hülkenberg conseguiu se manter numa excelente quinta posição, somando numa só corrida mais que o dobro do que conseguira em todas as outras. Se consolida na oitava posição do mundial de construtores, tendo em vista que a Williams não dá sinais de que vá conseguir reagir em 2013.
Vettel está com oito dedos na taça. Com 53 pontos a mais que Alonso e 7 corridas pela frente, as possibilidades de reação são muito baixas. Fernando vai continuar dizendo que está na briga e que "nunca desiste". Balela. Deem logo a taça para o alemão.
domingo, 6 de julho de 2014
Um dia completo (Corrida - GP da Inglaterra)
Que corrida. Teve tudo: acidente forte, bandeira vermelha, líder abandonando, disputas ferrenhas. E nem choveu.
Era difícil imaginar que teríamos um dia tão divertido e movimentado como o de ontem. O sol tinha aparecido com força e nem de longe lembrava o tempo feio do sábado. Ferrari e Williams ficaram felizes, sabiam que em condições normais poderiam escalar o grid e brigar por pontos. Rosberg tinha motivos para temer pois, em condições normais, Hamilton rapidamente estaria na sua cola.
Mas essas expectativas todas ficaram para depois. Uma hora depois.
Ainda na primeira volta, na curva 4, Räikkönen perdeu um pouco de tração. Pneus frios, vocês sabem. Não conseguiu se segurar e escapou da pista. Com alguma imprudência, voltou para a pista no primeiro momento possível, em alta velocidade. Aí, perdeu o controle do carro, atravessou a pista, rodou e trancou a nossa respiração. Kobayashi e Massa foram vitimados pelo finlandês estabanado. Com sorte, todos ficaram bem, apesar de um corte no tornozelo de Kimi. Fim de corrida para o brasileiro e o nórdico. Guard-rail danificado, uma hora de bandeira vermelha.
Não quero que me vejam como um crítico assíduo de Kimi, mas é mais um momento conturbado em sua temporada. Devia esperar os outros carros passarem, e então regressar a pista com segurança. Não soube julgar corretamente a situação e pagou caro por isso. Cabe também um elogio a Massa e Kobayashi, que evitaram um acidente em T com a Ferrari. Naquela velocidade, Räikkönen poderia se machucar com mais gravidade. A célula de sobrevivência é muito forte, mas a cabeça do piloto ainda é muito exposta.
A posições tinham mudado bastante. Rosberg ainda liderava, mas Hamilton era quarto, Vettel era sexto, Bottas era nono e Alonso era 12o. Esses seriam os protagonistas da corrida.
Hamilton não precisou de muito tempo para passar as duas McLarens e assumir a 2a posição, 5s atrás de Rosberg. Button se manteve em 3o por um bom tempo enquanto Magnussen regredia. Bottas e Alonso, mais atrás, faziam todas as ultrapassagens em todos os pontos do circuito. Logo estavam entre os cinco primeiros. Não só demonstraram que estavam num bom dia, mas também que estão em grande fase - mesmo com os carros inconstantes que pilotam.
Aí começaram os problemas para Alonso. Ele tinha se adiantado na hora de tomar posição na largada e levou um stop-and-go. Bottas tinha caminho livre para ser o melhor piloto não-Mercedes, já que aquela não era a melhor performance da história da Red Bull. Massa chorava nos boxes e era consolado por Eric Clapton, enquanto comia o bolo em comemoração dos 200 GPs.
Lá na frente, Rosberg ia aos boxes. Tinha escolhido uma estratégia de dois pits, enquanto Hamilton faria um só - estratégia correta, do meu ponto de vista. Não haveriam grandes disputas, porém. O câmbio traiu Nico, que pela primeira em 2014 vez voltaria para casa sem pontos.
Não entendo muito de mecânica para palpitar sobre o abandono. Só acho que Rosberg estava arriscando muito. Estava tentando ser mais rápido que Hamilton, mesmo com um carro problemático. É aquela gana de bater o companheiro, adversário pelo campeonato, entendo. Mas talvez fosse mais esperto se poupar e tentar segurar alguns pontos - 8o, 9o lugar. No fim do ano, meia dúzia de pontos podem fazer uma diferença tremenda.
E você pode até procurar um significado nisso. Torcedor do Rosberg: aviso que, em 2013, Vettel só abandonou um GP, o da Inglaterra. Venceu o título com facilidade. Torcedor do Hamilton: em 1988, Prost abandonou pela primeira vez no GP inglês, e ali Senna começou a garantir o seu primeiro campeonato. Escolha o que acreditar.
Depois, a corrida se resumiu a uma briga entre Vettel e Alonso. O alemão tinha feito uma escolha errada de estratégia, largando com pneus duros e tendo pouco ritmo. Alonso se recuperava da punição. Por isso eram apenas 5o e 6o. Quis o destino que eles se cruzassem. Que momento.
Vettel vinha dos boxes e não tinha os pneus aquecidos. Alonso se aproveitou e passou na pista. Mas Sebastian tinha mais carro. Só faltava concretizar uma ação, uma ultrapassagem. Tocavam pneus, se espremiam, mas a ordem se mantinha. Até que a Red Bull saiu com mais velocidade da Luffield e passou na Copse.
Alonso chiou. Disse que Vettel tinha usado a asa-móvel onde não podia, que tinha espremido, que era feio e tinha cara de mamão. Não sei o que os comissários vão decidir, mas não duvido que alguém seja punido. Os dois estavam sempre saindo da pista, atacando as zebras com mais vigor do que deviam - ultrapassando os tais "limites da pista". Mas foi uma disputa linda, de qualquer jeito. Os dois podem se orgulhar (e também lamentar, já que são os dois melhores pilotos do grid e tem dois carros meia-boca).
No fim, Hamilton segurou a ponta, Bottas confirmou uma tarde excelente com seu melhor resultado na carreira e Ricciardo - apagado - segurou uma terceira posição, depois de um dia sem grandes emoções.
Ah, e Maldonado bateu. Ou foi batido, por Gutiérrez. Abandonou na penúltima volta. Realmente, não faltou nada nessa corrida.
E o campeonato?
Temos uma disputa. Rosberg perdeu toda sua vantagem e vê Hamilton colado, quatro pontos atrás. Quase nada, considerando que um vitória vale 25 pontos e já estamos quase na metade do campeonato. Se Rosberg abandonar na Alemanha e Hamilton chegar em 8o, já é o líder. Aliás, Hockenheim vai viver um domingo decisivo: toda aquela energia a favor de Hamilton vai se virar contra. Se Lewis abandonar, todos vão gritar, se abraçar e jogar cerveja para cima.
Só mais uma coisa: a cada dia que passa, eu tenho mais medo dos efeitos que os pontos dobrados de Abu Dhabi podem ter no campeonato. Tenho a péssima sensação de que isso não vai ser tão bom assim para a competição, como um todo. Se uma das Mercedes abandonar e a outra ganhar, podemos ver um campeão com mais de 50 pontos de vantagem sobre o vice. E isso não traduziria, de forma alguma, a disputa ferrenha pelo título.
Era difícil imaginar que teríamos um dia tão divertido e movimentado como o de ontem. O sol tinha aparecido com força e nem de longe lembrava o tempo feio do sábado. Ferrari e Williams ficaram felizes, sabiam que em condições normais poderiam escalar o grid e brigar por pontos. Rosberg tinha motivos para temer pois, em condições normais, Hamilton rapidamente estaria na sua cola.
Mas essas expectativas todas ficaram para depois. Uma hora depois.
Ainda na primeira volta, na curva 4, Räikkönen perdeu um pouco de tração. Pneus frios, vocês sabem. Não conseguiu se segurar e escapou da pista. Com alguma imprudência, voltou para a pista no primeiro momento possível, em alta velocidade. Aí, perdeu o controle do carro, atravessou a pista, rodou e trancou a nossa respiração. Kobayashi e Massa foram vitimados pelo finlandês estabanado. Com sorte, todos ficaram bem, apesar de um corte no tornozelo de Kimi. Fim de corrida para o brasileiro e o nórdico. Guard-rail danificado, uma hora de bandeira vermelha.
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| Ouch |
Não quero que me vejam como um crítico assíduo de Kimi, mas é mais um momento conturbado em sua temporada. Devia esperar os outros carros passarem, e então regressar a pista com segurança. Não soube julgar corretamente a situação e pagou caro por isso. Cabe também um elogio a Massa e Kobayashi, que evitaram um acidente em T com a Ferrari. Naquela velocidade, Räikkönen poderia se machucar com mais gravidade. A célula de sobrevivência é muito forte, mas a cabeça do piloto ainda é muito exposta.
A posições tinham mudado bastante. Rosberg ainda liderava, mas Hamilton era quarto, Vettel era sexto, Bottas era nono e Alonso era 12o. Esses seriam os protagonistas da corrida.
Hamilton não precisou de muito tempo para passar as duas McLarens e assumir a 2a posição, 5s atrás de Rosberg. Button se manteve em 3o por um bom tempo enquanto Magnussen regredia. Bottas e Alonso, mais atrás, faziam todas as ultrapassagens em todos os pontos do circuito. Logo estavam entre os cinco primeiros. Não só demonstraram que estavam num bom dia, mas também que estão em grande fase - mesmo com os carros inconstantes que pilotam.
Aí começaram os problemas para Alonso. Ele tinha se adiantado na hora de tomar posição na largada e levou um stop-and-go. Bottas tinha caminho livre para ser o melhor piloto não-Mercedes, já que aquela não era a melhor performance da história da Red Bull. Massa chorava nos boxes e era consolado por Eric Clapton, enquanto comia o bolo em comemoração dos 200 GPs.
Lá na frente, Rosberg ia aos boxes. Tinha escolhido uma estratégia de dois pits, enquanto Hamilton faria um só - estratégia correta, do meu ponto de vista. Não haveriam grandes disputas, porém. O câmbio traiu Nico, que pela primeira em 2014 vez voltaria para casa sem pontos.
Não entendo muito de mecânica para palpitar sobre o abandono. Só acho que Rosberg estava arriscando muito. Estava tentando ser mais rápido que Hamilton, mesmo com um carro problemático. É aquela gana de bater o companheiro, adversário pelo campeonato, entendo. Mas talvez fosse mais esperto se poupar e tentar segurar alguns pontos - 8o, 9o lugar. No fim do ano, meia dúzia de pontos podem fazer uma diferença tremenda.
E você pode até procurar um significado nisso. Torcedor do Rosberg: aviso que, em 2013, Vettel só abandonou um GP, o da Inglaterra. Venceu o título com facilidade. Torcedor do Hamilton: em 1988, Prost abandonou pela primeira vez no GP inglês, e ali Senna começou a garantir o seu primeiro campeonato. Escolha o que acreditar.
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| Melhor momento do dia |
Depois, a corrida se resumiu a uma briga entre Vettel e Alonso. O alemão tinha feito uma escolha errada de estratégia, largando com pneus duros e tendo pouco ritmo. Alonso se recuperava da punição. Por isso eram apenas 5o e 6o. Quis o destino que eles se cruzassem. Que momento.
Vettel vinha dos boxes e não tinha os pneus aquecidos. Alonso se aproveitou e passou na pista. Mas Sebastian tinha mais carro. Só faltava concretizar uma ação, uma ultrapassagem. Tocavam pneus, se espremiam, mas a ordem se mantinha. Até que a Red Bull saiu com mais velocidade da Luffield e passou na Copse.
Alonso chiou. Disse que Vettel tinha usado a asa-móvel onde não podia, que tinha espremido, que era feio e tinha cara de mamão. Não sei o que os comissários vão decidir, mas não duvido que alguém seja punido. Os dois estavam sempre saindo da pista, atacando as zebras com mais vigor do que deviam - ultrapassando os tais "limites da pista". Mas foi uma disputa linda, de qualquer jeito. Os dois podem se orgulhar (e também lamentar, já que são os dois melhores pilotos do grid e tem dois carros meia-boca).
No fim, Hamilton segurou a ponta, Bottas confirmou uma tarde excelente com seu melhor resultado na carreira e Ricciardo - apagado - segurou uma terceira posição, depois de um dia sem grandes emoções.
Ah, e Maldonado bateu. Ou foi batido, por Gutiérrez. Abandonou na penúltima volta. Realmente, não faltou nada nessa corrida.
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| Chega de zica |
E o campeonato?
Temos uma disputa. Rosberg perdeu toda sua vantagem e vê Hamilton colado, quatro pontos atrás. Quase nada, considerando que um vitória vale 25 pontos e já estamos quase na metade do campeonato. Se Rosberg abandonar na Alemanha e Hamilton chegar em 8o, já é o líder. Aliás, Hockenheim vai viver um domingo decisivo: toda aquela energia a favor de Hamilton vai se virar contra. Se Lewis abandonar, todos vão gritar, se abraçar e jogar cerveja para cima.
Só mais uma coisa: a cada dia que passa, eu tenho mais medo dos efeitos que os pontos dobrados de Abu Dhabi podem ter no campeonato. Tenho a péssima sensação de que isso não vai ser tão bom assim para a competição, como um todo. Se uma das Mercedes abandonar e a outra ganhar, podemos ver um campeão com mais de 50 pontos de vantagem sobre o vice. E isso não traduziria, de forma alguma, a disputa ferrenha pelo título.
sábado, 5 de julho de 2014
Chuva e loteria (Treino - GP da Inglaterra)
Foi um treino meio atípico. Talvez o melhor da temporada, graças a chuva inglesa. Tudo saiu um pouco da ordem, só o pole não mudou.
Q1 - Foi um começo de treino meio insano. A chuva tinha caído momentos antes da classificação e a pista estava consideravelmente úmida. Até aí, nada de muito incrível. O divertido foi o comportamento dos times quanto a percepção de quando é hora de colocar pneu slick.
Então, caos.
Button, que nunca tinha chegado perto de fazer algo realmente bom nesse bom nesse final de semana, fez o melhor tempo. 2s mais rápido que os outros. Aliás, o segundo mais rápido era o Bianchi. O quarto era o Chilton. Quem estava sendo eliminado? Bottas, Massa, Alonso, Raikkonen. Uma inversão de papeis. Só o que não mudou é o papelão da Caterham, que nem passou dos 107% e vai depender da boa vontade dos comissários para largar amanhã.
Q2 - Entre as duas partes do treino, caiu mais água. Não deu para usar slicks no começo do Q2, mas não foram minutos tão caóticos quanto os do Q1. Tudo seguiu, até certo ponto, um padrão.
Até certo ponto. Marussia teve chances reais de ir ao Q3; Vettel teve alguma dificuldade para fazer uma volta boa; uma Sauber bateu. Ah, isso não é incomum... Enquanto isso, Hamilton foi muito mais rápido que os outros. Duas Lotus, duas Marussias e duas Saubers fora.
Q3 - A chuva, que tinha dado um tempo, voltou com alguma intensidade no começo da parte decisiva do treino. Sair rápido para a pista era decisivo para segurar uma posição boa no grid, já que o asfalto ia ficando encharcado.
Toro Rosso surgiu como uma possível surpresa, fazendo uma dobradinha momentânea. Até que Pérez foi melhor que os dois. E daí as Mercedes entraram e acabaram com a brincadeira: dobradinha, um segundo mais rápido que os outros. Hamilton pole.
Mas não por muito tempo.
A chuva parou no finalzinho do treino. A pista secou muito rapidamente, mas nem todos botaram muita fé nisso. Rosberg, Vettel, Button, Hülkenberg e Magnussen foram tentar algo. Resultado: são os cinco primeiros do grid. Em instantes, Hamilton foi da pole ao sexto lugar.
Q3-ROS-VET-BUT-HUL-MAG-HAM-PER-RIC-KVY-VER//
Q2-GRO-BIA-CHI-GUT-MAL-SUT//
Q1-BOT-MAS-ALO-RAI-ERI-KOB//
E amanhã?
Ah, Hamilton... Acabou o homem? Sua confiança, já abalada, pode ter ido pelo ralo hoje. Vai ver o companheiro e único adversário na luta pelo título largando na frente, em terra inglesa. É para chorar nos fundos do motorhome. Mas vitória ainda é uma possibilidade real, eu diria. Pole não costuma garantir vitória em Silverstone, ainda mais com essas chuvas inconstantes. Uma traseirada na zebra, um safety-car na hora errada, um aperto na primeira curva; tudo isso pode colocar uma corrida a perder. Rosberg tem que ficar atento.
Hamilton tem que saber aproveitar. Se não vencer amanhã, sua missão nesse mundial fica complicada, com a vantagem do alemão passado dos 30 pontos, talvez até dos 40. Além de que, perder amanhã, na frente da sua torcida, seria um nocaute no psicológico de Lewis. Não é exagero ver esse GP com status de decisão de campeonato.
Q1 - Foi um começo de treino meio insano. A chuva tinha caído momentos antes da classificação e a pista estava consideravelmente úmida. Até aí, nada de muito incrível. O divertido foi o comportamento dos times quanto a percepção de quando é hora de colocar pneu slick.
Então, caos.
Button, que nunca tinha chegado perto de fazer algo realmente bom nesse bom nesse final de semana, fez o melhor tempo. 2s mais rápido que os outros. Aliás, o segundo mais rápido era o Bianchi. O quarto era o Chilton. Quem estava sendo eliminado? Bottas, Massa, Alonso, Raikkonen. Uma inversão de papeis. Só o que não mudou é o papelão da Caterham, que nem passou dos 107% e vai depender da boa vontade dos comissários para largar amanhã.
| Fiasco |
Q2 - Entre as duas partes do treino, caiu mais água. Não deu para usar slicks no começo do Q2, mas não foram minutos tão caóticos quanto os do Q1. Tudo seguiu, até certo ponto, um padrão.
Até certo ponto. Marussia teve chances reais de ir ao Q3; Vettel teve alguma dificuldade para fazer uma volta boa; uma Sauber bateu. Ah, isso não é incomum... Enquanto isso, Hamilton foi muito mais rápido que os outros. Duas Lotus, duas Marussias e duas Saubers fora.
| Belo capacete (achei mesmo) |
Q3 - A chuva, que tinha dado um tempo, voltou com alguma intensidade no começo da parte decisiva do treino. Sair rápido para a pista era decisivo para segurar uma posição boa no grid, já que o asfalto ia ficando encharcado.
Toro Rosso surgiu como uma possível surpresa, fazendo uma dobradinha momentânea. Até que Pérez foi melhor que os dois. E daí as Mercedes entraram e acabaram com a brincadeira: dobradinha, um segundo mais rápido que os outros. Hamilton pole.
Mas não por muito tempo.
A chuva parou no finalzinho do treino. A pista secou muito rapidamente, mas nem todos botaram muita fé nisso. Rosberg, Vettel, Button, Hülkenberg e Magnussen foram tentar algo. Resultado: são os cinco primeiros do grid. Em instantes, Hamilton foi da pole ao sexto lugar.
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| 8a pole |
Q3-ROS-VET-BUT-HUL-MAG-HAM-PER-RIC-KVY-VER//
Q2-GRO-BIA-CHI-GUT-MAL-SUT//
Q1-BOT-MAS-ALO-RAI-ERI-KOB//
E amanhã?
Ah, Hamilton... Acabou o homem? Sua confiança, já abalada, pode ter ido pelo ralo hoje. Vai ver o companheiro e único adversário na luta pelo título largando na frente, em terra inglesa. É para chorar nos fundos do motorhome. Mas vitória ainda é uma possibilidade real, eu diria. Pole não costuma garantir vitória em Silverstone, ainda mais com essas chuvas inconstantes. Uma traseirada na zebra, um safety-car na hora errada, um aperto na primeira curva; tudo isso pode colocar uma corrida a perder. Rosberg tem que ficar atento.
Hamilton tem que saber aproveitar. Se não vencer amanhã, sua missão nesse mundial fica complicada, com a vantagem do alemão passado dos 30 pontos, talvez até dos 40. Além de que, perder amanhã, na frente da sua torcida, seria um nocaute no psicológico de Lewis. Não é exagero ver esse GP com status de decisão de campeonato.
domingo, 17 de março de 2013
Feelings - GP da Austrália
-Importante vitória de Raikkonen, mas dizer que foi difícil seria um exagero gigante. O único grande desafio que teve foi controlar o desgaste dos Pneus. Já plenamente readaptado à F1, é um forte candidato ao título.
-Vettel tem um carro bom, mas não tão avassalador assim. Seu desempenho monstruoso no Qualifying não significou uma performance constante, o que é meio surpreendente. Não conseguiu abrir toda a vantagem que teria que abrir para brigar pela vitória com Raikkonen e depois teve problemas com Sutil e com a ótima estratégia de Alonso. Pódio amargo, em suma. Seria capaz de apostar todas minhas economias na vitória dele.
-Alonso fez uma bela corrida, mas o resultado veio baseado, principalmente, na estratégia. O F138 tem um desempenho oposto ao de Vettel: meia boca no Treino; bom na corrida. Não fosse a estratégia de parar uma volta antes dos outros teria terminado em quarto.
-Massa fez uma corrida muito boa para seu padrões Australianos, pista onde sempre tem desempenhos fracos. Poderia ter sido melhor não fosse a estratégia ruim, mas não seria correto reclamar disso. Em outros tempos ele estaria andando em 8o lugar. Outra marca importante foi ter largado numa posição melhor que Alonso. É a 1a vez, em mais de três anos juntos, que Felipe está na frente de Fernando, na disputa de posições. Tudo bem que é só a 1a corrida, mas já é algo.
-Hamilton fez uma bela corrida. Tentou a estratégia de duas paradas, sem sucesso. Tal problema não chegou a comprometer o resultado final - um razoável 5o lugar - mas trouxe a realidade de 2013 de volta: a Mercedes ainda não tem um carro suficientemente bom pra que Lewis faça suas peripécias e vença. Rosberg também vinha fazendo uma corrida boa - atrás do Inglês, diga-se - mas o sistema eletrônico do carro não aguentou. Reginaldo Leme comentou, na transmissão, que o o W04 tem "uma Suspensão ativa, mas dentro do regulamento". Ahn? espero que seja verdade tal inovação, mas não vi ninguém comentar a respeito.
-Sutil fez uma corrida excelente. Conseguiu liderar a corrida contra carros muito melhores que o seu. O grande problema foi o último trecho com Pneus Supermacios, que não renderam muito bem no no seu FI, o que jogou ele de quarto para sétimo. Já chegou batendo no Di Resta, o que é ótimo.
-McLaren, que dia triste. Fazia bastante tempo que o time de Woking não ficava tão longe dos, ponteiros. Nem nos dias mais sombrios do ano passado foi tão fraco. É a estréia mais fraca desde 2009. Button fez o arroz-com-feijão e somou dois pontos. Pérez passou a corrida toda disputando posição com umas Toro Rosso da vida.
-Williams teve um dia negro. Maldonado passou as 1as voltas da corrida brigando com Caterhams e Marussias, e quando se livrou deles, rodou. Bottas ficou o tempo todo atrás das outras equipes decentes, sem muita coisa para fazer. Voltamos para 2011, diria alguém maldoso.
-Sauber não teve um dia negro, teve um dia lamentável, isso sim. Começando com os problemas de Hulk, que nem largou. Gutiérrez, que ainda está se acostumando com a F1, mas já mostra sinais de ser pior que Pérez, não fez absolutamente nada em toda a corrida. A Toro Rosso também ficou meio sumida, e só conseguiu um 12o lugar com Vergne, enquanto Ricciardo abandonou.
-Marussia teve um dia lindo, como a própria definiu nas redes sociais. Bianchi foi o melhor estreante, de longe, e se aproveitou do fraco desempenho da Caterham. Vai botar o Chilton no bolso com facilidade. Aliás, a equipe Russa vai botar a Malaia no bolso tranquilamente, também.
-Caterham virou a HRT, como já tinha previsto. Pic só ficou na frente de Chilton porque o Inglês é um piloto muito ruim e o Francês tem talento - acreditem em mim. Van der Garde não fez nada na corrida, além de chegar em último.
-Piloto do dia: Felipe Massa. Não pela atuação em sí, mas por mostrar que ainda está queimando aquela mesma lenha do fim do Ano passado. Vai dar algum trabalho para o Alonso, finalmente.
-Equipe do dia: Ferrari. A Lotus poderia ganhar esse aqui, não fosse a atuação inexpressiva de Grosjean. A Ferrari tem os melhores pilotos, por enquanto e um carro bom, pra dizer o mínimo.
-Piloto lamentável do dia: Maldonado. Talvez ainda abalado pela morte de Hugo Chávez, Maldonado só soube reclamar do carro, que outrora tinha definido como "o melhor que já dirigi na minha vida". Ficou no fundão o tempo todo, brigando para manter o FW35 na pista. Terminou na caixa de brita.
-Equipe lamentável do dia: Caterham. Teve um retrocesso muito grande, o time Malaio. A esperança está toda depositada nas mãos e nos pés de Pic. A esperança deles é que o time melhore nos treinos, tendo em vista que ambos os pilotos se comprometeram, destruindo o bico de seus carros, no Sábado.
-Vettel tem um carro bom, mas não tão avassalador assim. Seu desempenho monstruoso no Qualifying não significou uma performance constante, o que é meio surpreendente. Não conseguiu abrir toda a vantagem que teria que abrir para brigar pela vitória com Raikkonen e depois teve problemas com Sutil e com a ótima estratégia de Alonso. Pódio amargo, em suma. Seria capaz de apostar todas minhas economias na vitória dele.
| Finalmente ele pode beber Champanhe de verdade |
-Massa fez uma corrida muito boa para seu padrões Australianos, pista onde sempre tem desempenhos fracos. Poderia ter sido melhor não fosse a estratégia ruim, mas não seria correto reclamar disso. Em outros tempos ele estaria andando em 8o lugar. Outra marca importante foi ter largado numa posição melhor que Alonso. É a 1a vez, em mais de três anos juntos, que Felipe está na frente de Fernando, na disputa de posições. Tudo bem que é só a 1a corrida, mas já é algo.
-Hamilton fez uma bela corrida. Tentou a estratégia de duas paradas, sem sucesso. Tal problema não chegou a comprometer o resultado final - um razoável 5o lugar - mas trouxe a realidade de 2013 de volta: a Mercedes ainda não tem um carro suficientemente bom pra que Lewis faça suas peripécias e vença. Rosberg também vinha fazendo uma corrida boa - atrás do Inglês, diga-se - mas o sistema eletrônico do carro não aguentou. Reginaldo Leme comentou, na transmissão, que o o W04 tem "uma Suspensão ativa, mas dentro do regulamento". Ahn? espero que seja verdade tal inovação, mas não vi ninguém comentar a respeito.
-Sutil fez uma corrida excelente. Conseguiu liderar a corrida contra carros muito melhores que o seu. O grande problema foi o último trecho com Pneus Supermacios, que não renderam muito bem no no seu FI, o que jogou ele de quarto para sétimo. Já chegou batendo no Di Resta, o que é ótimo.
-McLaren, que dia triste. Fazia bastante tempo que o time de Woking não ficava tão longe dos, ponteiros. Nem nos dias mais sombrios do ano passado foi tão fraco. É a estréia mais fraca desde 2009. Button fez o arroz-com-feijão e somou dois pontos. Pérez passou a corrida toda disputando posição com umas Toro Rosso da vida.
-Williams teve um dia negro. Maldonado passou as 1as voltas da corrida brigando com Caterhams e Marussias, e quando se livrou deles, rodou. Bottas ficou o tempo todo atrás das outras equipes decentes, sem muita coisa para fazer. Voltamos para 2011, diria alguém maldoso.
| Cara de poucos amigos, algo que vai ser rotina - de novo - na Williams |
-Marussia teve um dia lindo, como a própria definiu nas redes sociais. Bianchi foi o melhor estreante, de longe, e se aproveitou do fraco desempenho da Caterham. Vai botar o Chilton no bolso com facilidade. Aliás, a equipe Russa vai botar a Malaia no bolso tranquilamente, também.
-Caterham virou a HRT, como já tinha previsto. Pic só ficou na frente de Chilton porque o Inglês é um piloto muito ruim e o Francês tem talento - acreditem em mim. Van der Garde não fez nada na corrida, além de chegar em último.
| Síntese do fundão |
-Equipe do dia: Ferrari. A Lotus poderia ganhar esse aqui, não fosse a atuação inexpressiva de Grosjean. A Ferrari tem os melhores pilotos, por enquanto e um carro bom, pra dizer o mínimo.
-Piloto lamentável do dia: Maldonado. Talvez ainda abalado pela morte de Hugo Chávez, Maldonado só soube reclamar do carro, que outrora tinha definido como "o melhor que já dirigi na minha vida". Ficou no fundão o tempo todo, brigando para manter o FW35 na pista. Terminou na caixa de brita.
-Equipe lamentável do dia: Caterham. Teve um retrocesso muito grande, o time Malaio. A esperança está toda depositada nas mãos e nos pés de Pic. A esperança deles é que o time melhore nos treinos, tendo em vista que ambos os pilotos se comprometeram, destruindo o bico de seus carros, no Sábado.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Feelings - TL1/TL2 GP da Austrália de 2013
-Um treino com bastante sol e calor foram vitais para mostrar como que as equipes vão se comportar nessas primeiras corridas do ano. Muitas surpresas, devo admitir.
-Red Bull dominando com facilidade, algo muito longe da tão esperada igualdade e imprevisibilidade que se fala para 2013. Se não chover no Sábado e no Domingo, vence com um Pé nas Costas; se chover - o que é provável, diga-se - ele volta a ser o favorito se não se envolver em nenhum acidente nas 1as curvas. Só não tem uma dobradinha garantida porque o 2o piloto é Mark Webber.
- Mercedes e Lotus parecem ser as 2as forças, em Melbourne. O time Alemão pegou o 3o lugar dos treinos livres, enquanto o time Inglês pegou o 4o e o 5o. Vai ser uma disputa interessante, ainda mais se Hamilton melhorar um pouco e Alonso fazer o que se espera dele.
- Falando em Alonso, a Ferrari decepcionou. 6o e 8o lugar num treino é pouco para um time que prometeu mundos e fundos com seu F138. Pode ser que o desempenho de corrida seja melhor que o desempenho de voltas rápidas, como era ano passado, mas ainda está tudo em aberto. Fernando vai brigar por um pódio e Felipe por pontos, no fim das contas.
-Se a Ferrari decepcionou, me faltam palavras para a McLaren. Vai ser um ano difícil, sem Hamilton. Button é fraco em voltas rápidas e Pérez ainda está se ajeitando na casa nova. Como é provável que chova pode ser que os carros fiquem mais próximos, em termos de performance, e Jenson tire um coelho da cartola, mas é difícil. É a pior das cinco ponteiras, pelo jeito.
-Force India e Sauber vão compor algo que vou chamar de pelotão B1: longe de assustar as supracitadas, mas com claras chances de pontuar constantemente. Sutil já começou batendo no Di Resta, o que ficou meio chato, tendo em vista que o Alemão só fez dois testes em todo o último ano e que o Inglês já é o 1o piloto desde o ano passado. Será que Paul vai levar do companheiro pela 3a vez seguida? Hulkenberg vai passar o rodo em Gutiérrez, mas isso já era previsto, tendo em vista o grande piloto que Nico é. Falando em Sauber, dizem os boatos que o time perdeu dois parceiros/patrocinadores na última semana, mas que Carlos Slim não está entre eles. Isso teria feito o time ser posto à venda.
-Williams e Toro Rosso são o pelotão B2, tendo em vista sua relativa proximidade com as nanicas. Maldonado foi melhor que Bottas, que deve sofrer com a falta de ritmo de corrida - ele não disputa um corrida desde 2011. Na Toro Rosso, tudo muito parecido com o fim do ano passado. A única diferença relevante é que Vergne é o 1o piloto, não sei exatamente a razão.
-Marussia e Caterham são o pelotão C, disso mesmo que você está pensando. A grande surpresa é a regressão da equipe malaia, quase uma nova Hispania, algo imprensável, se compararmos com o desempenho do meio da temporada passada. Já o time Russo deu um salto bem grande, pena que só possa confiar em Bianchi: Chilton é bem fraquinho, mesmo.
-Tudo muito chique na Austrália: não faltam adesivos da Rolex espalhados pelo Albert Park. Por um instante achei que estava assistindo as 24h de Melbourne.
-Essa corrida vai ser muito legal, pra não dizer épica. Anotem e me cobrem.
-Red Bull dominando com facilidade, algo muito longe da tão esperada igualdade e imprevisibilidade que se fala para 2013. Se não chover no Sábado e no Domingo, vence com um Pé nas Costas; se chover - o que é provável, diga-se - ele volta a ser o favorito se não se envolver em nenhum acidente nas 1as curvas. Só não tem uma dobradinha garantida porque o 2o piloto é Mark Webber.
- Mercedes e Lotus parecem ser as 2as forças, em Melbourne. O time Alemão pegou o 3o lugar dos treinos livres, enquanto o time Inglês pegou o 4o e o 5o. Vai ser uma disputa interessante, ainda mais se Hamilton melhorar um pouco e Alonso fazer o que se espera dele.
- Falando em Alonso, a Ferrari decepcionou. 6o e 8o lugar num treino é pouco para um time que prometeu mundos e fundos com seu F138. Pode ser que o desempenho de corrida seja melhor que o desempenho de voltas rápidas, como era ano passado, mas ainda está tudo em aberto. Fernando vai brigar por um pódio e Felipe por pontos, no fim das contas.
-Se a Ferrari decepcionou, me faltam palavras para a McLaren. Vai ser um ano difícil, sem Hamilton. Button é fraco em voltas rápidas e Pérez ainda está se ajeitando na casa nova. Como é provável que chova pode ser que os carros fiquem mais próximos, em termos de performance, e Jenson tire um coelho da cartola, mas é difícil. É a pior das cinco ponteiras, pelo jeito.
| Sofrimento |
-Williams e Toro Rosso são o pelotão B2, tendo em vista sua relativa proximidade com as nanicas. Maldonado foi melhor que Bottas, que deve sofrer com a falta de ritmo de corrida - ele não disputa um corrida desde 2011. Na Toro Rosso, tudo muito parecido com o fim do ano passado. A única diferença relevante é que Vergne é o 1o piloto, não sei exatamente a razão.
| 20 anos, |
-Tudo muito chique na Austrália: não faltam adesivos da Rolex espalhados pelo Albert Park. Por um instante achei que estava assistindo as 24h de Melbourne.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
David e Mark
Hoje, porém mais tarde, vai ser revelado o carro da McLaren. Amanhã o da Ferrari, e assim vamos seguir até o começo da Temporada. Quero aproveitar esse vácuo temporário de assuntos pra falar sobre duas figuras importantes pra F1 e que tem muito em comum: Coulthard e Webber.
David Coulthard sempre foi um piloto muito bem apadrinhado: Fez testes com a McLaren em 1990 e, depois de uns bons resultados na base, como a vitória em Macau em '91 d o 3o lugar na F3000 em 1993, ele foi oficializado como piloto de testes na Williams ainda em '93. Quis o destino que Senna morresse e o carro de 1o piloto do time ficasse vago, assim, então, abrindo espaço para David e Mansell revezassem o volante do FW16. Mesmo cometendo alguns erros, David ganhou espaço e uma corrida. Era visto como o futuro do Automobilismo Inglês, tendo em vista que Hill já era veterano.
Em 1996, a McLaren. No começo o carro era bem meia-boca, o que permitia à David e Mika Hakkinen uma disputa relativamente igualitária, mas em '98 o carro foi pras cabeças, e Coulthard virou instantaneamente o 2o piloto. Isso é sintetizado no fato de que em '98 ele conseguiu Seis 2o lugares, e de '94 até '97 ele tinha conseguido Sete. Mika virou bicampeão e David comia sobras, mas nessa 1a fase as sobras tinham um tamanho generoso, até; chegando ao ponto de em 2001, pela 1a vez em Seis anos, ele vencer Mika. "Agora vai!", diria alguém, mas não foi.
Em 2002 chegou Kimi, um gurizão no meio daquele mundo todo. Nesse 1o ano Kimi levou pau, de fato, mas isso não adiantava nada, tendo em vista que o MP4-17 era pior que a Ferrari e a Williams. Quando o carro melhorou, David voltou a apanhar, mas dessa vez com força: Teve dois pódios em '03 e '04, um 7o e um 10o lugar; enquanto Kimi teve 14 pódios, um 2o e um 7o lugar. Um laço, em suma. Sem espaço no time de Ron Dennis, Coulthard debandou para uma escuderia nova e descolada: a Red Bull, onde fez um bom trabalho, mas ficou muito longe de qualquer chance de vitória.
Mark Webber chegou na F1 por um caminho bem mais difícil. Vindo de um país relativamente periférico em relação ao Automobilismo de Monopostos, ele teve que passar bem mais tempo na base, tendo começado sua carreira em '94 na F-Ford, onde conseguiu resultados bons, principalmente em '95. Nesse mesmo ano ele se debandou pra Europa, para disputar outras F-Ford, como a Inglesa e a Européia, tendo estado na ponta muitas vezes. Ele precisava avançar pra uma F3000 da vida, mas não conseguiu, e o Endurance foi a solução. Mark foi pra equipe Mercedes do endurance, mas não conseguiu muita coisa além de umas piruetas em Le Mans. Cansado, conseguiu ir pra F3000 em 2000. Seus bons contatos aproximaram ele de equipes de F1 como a Minardi e a Arrows, tendo estreado pela primeira em 2002.
Os dois pontos em Melbourne foram um milagre que não foi repetido em nenhuma outra corrida. A Jaguar parecia promissora e ele foi pra lá, tendo sido bem melhor que Pizzonia e Klien e chamando a atenção de Frank Williams, que estava irritado com Ralf Schumacher e Montoya. Foi pilotar pro time de Williams em 2005 e 2006 e bateu - de novo - os companheiros de equipe. O seu único grande problema na época era que seu desmpenho em Treinos era bem melhor que o de Corridas. Foi pra Red Bull em 2007, onde enfrentou Coulthard, vencendo-o em um ano e perdendo noutro. O Inglês foi embora e veio um Alemão fenomenal: Vettel.
Mark, que em Oito anos de F1 tinha vencido o companheiro de equipe em Sete oportunidades, foi batido por Vettel por Quatro anos seguidos, sem tirar. O Australiano chegou a esboçar uma reação em 2010, mas foi batido do mesmo jeito.
Tá, e o que quero dizer com isso tudo?
Tanto com Mark e David teve um cara novo que chegou e começou a bater sem dó neles, que tinham conseguido resultados bons em anos anteriores. David fez uns anos meia-boca pela Red Bull até sair da F1, em 2008. Ele fez umas corridas em 2010 na DTM, pela Mercedes, mas teve um desempenho pra lá de horrível. Hoje ele se contenta como comentarista de F1 na Inglaterra. Mark ainda pilota na F1, pelo melhor time da atualidade - e ainda leva surras de Vettel. Ele jura amor ao time Austríaco, apesar de já ter sido alfinetado por Helmut Marko, pessoa importante dentro do time. É fato: o caminho só tem descida para Mark, resta saber até onde ele vai descer, ou até quando vão deixar ele continuar descendo.
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| Coulthard no começo da década de '00: auge do Inglês. |
Em 1996, a McLaren. No começo o carro era bem meia-boca, o que permitia à David e Mika Hakkinen uma disputa relativamente igualitária, mas em '98 o carro foi pras cabeças, e Coulthard virou instantaneamente o 2o piloto. Isso é sintetizado no fato de que em '98 ele conseguiu Seis 2o lugares, e de '94 até '97 ele tinha conseguido Sete. Mika virou bicampeão e David comia sobras, mas nessa 1a fase as sobras tinham um tamanho generoso, até; chegando ao ponto de em 2001, pela 1a vez em Seis anos, ele vencer Mika. "Agora vai!", diria alguém, mas não foi.
Em 2002 chegou Kimi, um gurizão no meio daquele mundo todo. Nesse 1o ano Kimi levou pau, de fato, mas isso não adiantava nada, tendo em vista que o MP4-17 era pior que a Ferrari e a Williams. Quando o carro melhorou, David voltou a apanhar, mas dessa vez com força: Teve dois pódios em '03 e '04, um 7o e um 10o lugar; enquanto Kimi teve 14 pódios, um 2o e um 7o lugar. Um laço, em suma. Sem espaço no time de Ron Dennis, Coulthard debandou para uma escuderia nova e descolada: a Red Bull, onde fez um bom trabalho, mas ficou muito longe de qualquer chance de vitória.
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| Coulthard em 2010: auge do Australiano. |
Mark Webber chegou na F1 por um caminho bem mais difícil. Vindo de um país relativamente periférico em relação ao Automobilismo de Monopostos, ele teve que passar bem mais tempo na base, tendo começado sua carreira em '94 na F-Ford, onde conseguiu resultados bons, principalmente em '95. Nesse mesmo ano ele se debandou pra Europa, para disputar outras F-Ford, como a Inglesa e a Européia, tendo estado na ponta muitas vezes. Ele precisava avançar pra uma F3000 da vida, mas não conseguiu, e o Endurance foi a solução. Mark foi pra equipe Mercedes do endurance, mas não conseguiu muita coisa além de umas piruetas em Le Mans. Cansado, conseguiu ir pra F3000 em 2000. Seus bons contatos aproximaram ele de equipes de F1 como a Minardi e a Arrows, tendo estreado pela primeira em 2002.
Os dois pontos em Melbourne foram um milagre que não foi repetido em nenhuma outra corrida. A Jaguar parecia promissora e ele foi pra lá, tendo sido bem melhor que Pizzonia e Klien e chamando a atenção de Frank Williams, que estava irritado com Ralf Schumacher e Montoya. Foi pilotar pro time de Williams em 2005 e 2006 e bateu - de novo - os companheiros de equipe. O seu único grande problema na época era que seu desmpenho em Treinos era bem melhor que o de Corridas. Foi pra Red Bull em 2007, onde enfrentou Coulthard, vencendo-o em um ano e perdendo noutro. O Inglês foi embora e veio um Alemão fenomenal: Vettel.
Mark, que em Oito anos de F1 tinha vencido o companheiro de equipe em Sete oportunidades, foi batido por Vettel por Quatro anos seguidos, sem tirar. O Australiano chegou a esboçar uma reação em 2010, mas foi batido do mesmo jeito.
Tá, e o que quero dizer com isso tudo?
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| Futuro? |
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